O COMPUTADOR IRÁ SUBSTITUIR O PROFESSOR?
Esse assunto que será tratado a seguir é de suma importância nos dias atuais, afinal de várias formas a tecnologia faz cada vez mais parte de nossa vida . Se analisarmos no âmbito histórico, a Revolução Industrial que aconteceu há séculos atrás, é um exemplo claro de cada vez mais o homem vem sendo substituído, tal referência histórica relata a substituição da mão de obra humana pela máquina.
A seguir, leia o texto de Andrea Cecilia Ramal que expõe sua opinião de forma precisa e direta referente ao tema.
O computador vai substituir o
professor?
O diálogo que vou
propor nesta coluna é sobre a escola. Acho que precisamos conversar sobre isso.
A Internet está trazendo consigo um novo modelo de educação, uma forma
diferente de aprendizagem, e precisamos entendê-lo, apropriar-nos disso, ser
protagonistas da mudança.
Precisamos conversar
principalmente porque a existência dessa grande rede nos faz pensar na escola
que temos, ainda tão fechada, limitada, desconectada do mundo, da vida do
aluno; ainda tão distante da realidade de imagens, sons, cores e palavras em
hipermídia que constitui a nossa vida hoje.
Precisamos conversar
sobre nossos sonhos para a escola, pois, se vocês não sabem, há séculos, nós,
pedagogos, acumulamos sonhos sobre a sala de aula. Ivan Illich sonhava com uma
educação que não fosse limitada às instituições, que formalizam tudo.
Jean-Jacques Rousseau pensava numa escola que não corrompesse o homem, deixando
simplesmente vir à tona o que temos de melhor. Jean Piaget queria que os níveis
mentais fossem respeitados, sem pular etapas, para que não tivéssemos que
aprender aos saltos, ou decorar o que não entendemos. Freinet sonhava com uma
escola que permitisse o prazer, a aprendizagem agradável e divertida. Paulo
Freire sonhava com um lugar em que o saber do aluno fosse valorizado, onde a
relação vivida nas aulas fosse o ponto de partida para uma grande transformação
do mundo. Goleman escreve sobre uma escola que permita desenvolver o lado
emocional, que tenha espaço para as artes, a música, as coisas que, enfim, nos
fazem mais humanos.
Mas não soubemos
concretizar muitos desses sonhos. Talvez ainda não tivemos tempo, porque era
preciso primeiro preparar aulas, corrigir provas, anotar no quadro e nos
cadernos tantas e tantas explicações.
De repente, a
tecnologia entra na escola e nos obriga a recuperar tudo isso. A presença da
máquina leva todo professor a se perguntar: como é a minha aula? Do que decorre:
será que o professor vai ser substituído pelo computador? E sabemos que a
resposta é sim, não temos a menor dúvida.
Explico: é que o pior
de nós vai ser substituído.
A nossa pior aula, o
lado repetitivo, burocrático e por vezes até acomodado da escola, esse vamos
deixar para o computador. Ele saberá transformar nossas exposições maçantes em
aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e
interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber. Então poderemos,
finalmente, ficar com a melhor parte, aquela para a qual não nos sobrava tempo,
porque pensávamos que devíamos transmitir conhecimentos.
Vamos receber de
herança os sonhos de todas as outras gerações, redimi-los realizando tudo o que
não puderam conhecer. Agora sim, está em nossas mãos a derrubada dos muros para
fazer conexões com o mundo, a criação do espaço para a arte e a poesia, o tempo
para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a partilha
dos sentidos. Está em nossas mãos a construção de uma escola mais feliz, feita
por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links e
janelas para a sala de aula, onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa,
mas sim uma aventura.
Então será preciso
que cada mestre se despeça da figura de professor transmissor de conteúdos que
há em si mesmo, e que os alunos abandonem seu papel de receptores passivos.
Isso é o pior de todos nós, não nos daremos mais a conhecer assim.
Vamos tentar
construir juntos algo novo. É claro que nós, professores, vamos precisar de
ajuda: os alunos saberão nos dizer como fazer. Será que eles aceitam ser nossos
mestres? Acho que sim, é só por este próximo milênio. Nessa nova sala de aula,
na verdade todos serão mestres.
E, curiosamente, a
gente vai aprender como nunca.
Andrea Cecilia Ramal
Após a leitura do texto de Andrea Cecília Ramal é possível chegarmos a conclusões como a inútilidade de tentar concorrer com a quantidade e qualidade de informações disponível na Internet. Sabemos que também não podemos simplesmente ignorar a sua existência, precisamos reinventar a nossa profissão e articula sua proposta com os três eixos de conteúdos apontados pelos nossos PCNs: conceituais, procedimentais e atitudinais.
Um de nossos maiores desafios ,é o da construção de uma pedagogia baseada na abertura para o outro, reconhecendo a sua importância e privilegiando a reciprocidade, a pluralidade das vozes que constroem o sentido da nossa existência comum.
Como educadores e transmissores de informações é preciso nos manter sempre atualizados , principalmente quando se trata de recursos voltados a tecnologia, isso para não ficarmos ultrapassados em uma era tão rápida e cheia de informações.
Espero que gostem, um abraço,
Professora Moraline.